Mais uma vez, os brasileiros…

Deixam de fazer o certo pelo que é mais conveniente e fácil, sem se darem conta de que isso custa mais caro e piora ainda mais mais a situação

Mais uma vez, os brasileiros enfrentam uma crise econômica, um novo período de recessão com perda de trabalho e renda. E, assim como as crises anteriores, esta também surgiu a partir de uma desavença política, em que um determinado grupo, disposto a qualquer custo acabar com o poder do rival, joga no ventilador as trapaças e falcatruas cometidas, como se agir de forma obscura fosse privilégio apenas de uma única facção política.

Mais uma vez, os brasileiros ordinários, cidadãos comuns que trabalham e têm renda, são quem pagam o pato, o alto preço de sustentar no poder corruptos desalmados que só pensam em retirar o máximo possível da nação em benefício próprio, em troca de migalhas e bugigangas inúteis e desnecessárias. Esta é uma classe de parasitas que há séculos está no Brasil, enraizada inclusive na cultura brasileira.

Mais uma vez, os brasileiros estão em busca de respostas, de um salvador da pátria, que retire o gosto amargo da derrota. O brasileiro é um povo que vive na corda bamba e assim gosta de viver, pois para vencer basta se equilibrar. Pena que balança nem sempre é honesta com o brasileiro.

Mais uma vez, os brasileiros sairão da crise econômica acreditando que tudo ficará bem de novo, permanentemente, até que uma nova rixa política bote tudo a perder novamente. Pois assim é o Brasil para os brasileiros: uma casa alugada que precisa de reformas, mas como ninguém é dono, deixa como está. Mas um dia a casa cai e terá de ser reconstruída, só que neste dia, não serão os brasileiros que o farão, pela simples falta de iniciativa.

Pit Stop
Enquanto a crise econômica não passa, o Brasil perde competitividade, porque perde investimentos, e assim, perde mercado ao e o povo empobrece. Se fosse culto, educado, Mais uma vez, os brasileiros…haveria esperança. Mas, infelizmente, ainda está longe do ideal, assim como o nível de manutenção dos carros e motos que circulam pela cidade de São Paulo.

De acordo com os resultados do 4º Pit Stop Farol Alto, a grande maioria dos carros apresenta algum tipo de falha que necessita ser reparado, e o pior, 60% dos problemas são em componentes que somente um mecânico ou aficionado por carro consegue distinguir. A conclusão disso é de que os motoristas estão adiando as revisões, simplesmente tem deixado de frequentar a oficina, a procurando apenas depois que a peça fadiga, se rompe e estraga outros componentes. É uma triste realidade.

Nas duas últimas edições temos reportado os casos mais absurdos e interessantes que ocorrem nas oficinas dos nossos consultores automotivos e a grande maioria dos problemas são potencializados pela simples falta de atenção do motorista, que escolhe ignorar um aviso do carro e seguir em frente, até o carro parar de vez com o motor fundido ou totalmente destruído

O segundo problema mais comentado é sobre a qualidade dos combustíveis – etanol e gasolina -, que tem causado estragos nos veículos e dores de cabeça para os consumidores. Segundo nossos consultores, este é um problema que sofre do efeito vai-vem, e passa a ser mais frequente de acordo com o nível de fiscalização dos combustíveis pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Aparentemente, o fiscalização tem sido menor e isso tem contribuído para aumentar a incidência de venda de combustível fora de especificação.

Cabe a cada cidadão, portanto, solicitar sempre que abastecer a nota fiscal e, caso tenha problemas, denunciar o estabelecimento fraudador. As denúncias podem ser feitas por telefone 0800 970 0267, de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, ou pela internet, www.anp.gov.br, na aba Fale Conosco.

O interessante disso tudo é saber que com um único investimento é possível reverter boa parte dos problemas no Brasil. Me refiro à educação, ao ensino, que precisa ser amplo e de qualidade, independente de classe social ou etnia, cor da pele, dos olhos, do cabelo, religião, time de futebol ou escolha política. É preciso um plano nacional de educação a longo prazo, que permita mudar de uma vez por todas a cultura do inquilino em nós enraizada, pois se o Brasil é a nossa terra, está na hora de cuidarmos dela com o respeito que merece.

Boa leitura,
Alexandre Akashi
Editor

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