Inflação prévia reduz a 0,32%, com alimentos em alta de 0,88%

A prévia da inflação brasileira em outubro de 2026 caiu para 0,32%, após registrar 0,70% em setembro.

Apesar da desaceleração, o grupo de alimentação e bebidas teve um aumento significativo de 0,88%, impactando o orçamento das famílias.

No acumulado do ano, o IPCA-15 alcançou 4,15% e 4,62% nos últimos 12 meses, segundo o IBGE.

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Esse cenário reflete uma pressão nos preços dos alimentos, mesmo com a redução de tarifas em passagens aéreas e energia elétrica.

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Aumento nos preços dos alimentos

A prévia da inflação prévia no Brasil apresentou uma desaceleração, caindo de 0,70% em setembro para 0,32% em outubro de 2026. No entanto, o grupo de alimentação e bebidas registrou uma alta significativa de 0,88%, impactando diretamente o orçamento das famílias. Os alimentos consumidos em casa, por exemplo, tiveram um aumento médio de 1,01%, contrastando com a variação de 0,38% em setembro.

Especificidades como a alta do tomate em 24,54%, da cebola em 13,63% e da batata-inglesa em 10,96% são indicadores de como o custo dos itens alimentícios está se elevando. Essas variações nos preços deixam claro que, mesmo com a redução no índice geral da inflação, as despesas com alimentos seguem pesando na economia das famílias.

Redução em passagens aéreas e energia

Por outro lado, fatores como a redução nos preços das passagens aéreas, que caíram 9,24%, e a diminuição de 0,89% da energia elétrica residencial contribuíram para a leve desaceleração da inflação prévia. A mudança na bandeira tarifária da energia elétrica, que passou de amarela para verde, sem a cobrança adicional, foi vital para essa queda nos preços.

Embora esses itens tenham ajudado a aliviar a pressão inflacionária, a realidade dos aumentos no setor alimentar decorre de uma pressão desigual, uma vez que nem todos os produtos apresentaram as mesmas variações de preço. Ademais, os combustíveis também mostraram uma tendência de alta, com aumento médio de 1,20%, destacando-se o óleo diesel com alta de 3,70%.